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Eduardo Afonso Dias. O Design Possível. 50 anos de Profissão.
17-04-2014

18 DE ABRIL A 6 DE JULHO
PISO 2

Inaugurou no dia 17 de Abril, pelas 19h, no piso 2 do MUDE – Museu do Design e da Moda, Colecção Francisco Capelo, a exposição O Design Possível que faz uma retrospectiva da obra de Eduardo Afonso Dias durante mais 50 anos de profissão.

ENTRADA LIVRE

No dia da inauguração foi assinado um protocolo de doação de 353 conjuntos de peças de design de produto (cutelaria, recipientes, faianças, utensílios) da “Coleção Eduardo Afonso Dias” ao MUDE com a presença do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa.

Muitos visitantes vão reconhecer vários dos faqueiros, das peças de cutelaria e dos recipientes, faianças ou utensílios que estão expostos por famílias num total de 50 colecções e cerca de 400 peças. Tratam-se de peças icónicas, que modificaram mentalidades, hábitos e comportamentos. Foram de tal modo apropriados que acabaram banalizados, perdendo o seu reconhecimento e valor como objectos de design. A titulo de exemplo, o faqueiro Omo (1972), a série de cutelaria para cozinha Gume (1976), uma das cutelarias mais vendidas pela marca sueca IKEA, as tábuas de corte em madeira Plato (1977), o conjunto de caixas de faiança pintada Lyrica (1976), as bases para quentes em aglomerado de cortiça Diversa (1976), os tabuleiros/bandejas Liza (1977), os copos Aqua (1977) ou ainda os acessórios de cozinha Bicor (1985), os recipientes Blok (1985), os tachos e frigideiras Cooktime (1985) ou as canecas térmicas Combi (1992). Objectos produzidos em série e comercializados em Portugal e em vários mercados internacionais.

A exposição apresenta ainda um núcleo significativo de fotografias da sua autoria, com realce para as fotografias da repressão durante o Estado Novo, amplamente reproduzidas, mas quase sempre sem indicação do seu autor, para os retractos de amigos, entre os quais Jorge Martins, Sá Nogueira ou João Vieira, e para os instantes de Lisboa, das suas gentes e costumes.

Eduardo Afonso Dias é autor de uma obra vasta e diversa que vai do design de interiores ao design gráfico, do design expositivo ao desenho de equipamentos e utensílios, passando ainda pelo ensino. Nos interiores, procurou soluções articuladas, funcionais e simples, conseguindo uma unidade de estilo através da complementaridade entre as opções arquitectónicas e os equipamentos, iluminação e decoração. As peças desenhadas no atelier Conceição Silva aparthotéis de Tróia (também em exposição) são um dos exemplos mais emblemáticos. No design de exposições e stands, destaque para a exposição de móveis Longra-Airborne, em 1967 (evocada nesta exposição através da memória da cobertura original do tecto), onde colaborou com Daciano da Costa e Tomás de Figueiredo. No design de produto, para além dos muitos utensílios e recipientes já referenciados, a exposição apresenta a solução modular das linhas Omnia e Arcádia, a inventividade e simplicidade dos candeeiros Tubus e a legibilidade das muitas dezenas de logótipos desenhados.

Na exposição pode ser escutada uma composição inédita de Luís Cília.

Acompanha a exposição um catálogo profusamente ilustrado com fotografias de Eduardo Afonso Dias, desenhos e produtos. Uma entrevista a Eduardo Afonso Dias por Rui Carreto, curador da exposição, e textos de Bárbara Coutinho, Maria Helena Souto, Fernando Moreira da Silva, José Brandão, Fernando Conduto e Daciano da Costa (este último uma transcrição de um texto de 2000) completam esta publicação.

A exposição, o catálogo e a doação da “Coleção Eduardo Afonso Dias” são um passo importante no trabalho de investigação, conservação, divulgação e musealização do design português que o MUDE tem vindo a realizar.

VISITAS GUIADAS/ CONVERSAS:
Com Eduardo Afonso Dias, 30 de abril e 21 de Maio, 12h.

Fonte: http://www.mude.pt/_Temps/oDesignPossivel/oDesignPossivel_PT.html
Para mais informações: http://www.mude.pt